terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Capdevila marca no "Jogo Contra a Pobreza"

A cidade alemã de Hamburgo recebeu esta terça-feira mais uma edição do "Jogo Contra a Pobreza", com a equipa composta por Amigos de Zidane e Ronaldo a vencer por 5-4, derrotando a formação de antigos e atuais jogadores do Hamburgo.

A equipa alemã até abriu uma vantagem de 2-0, mas a formação das estrelas deu a volta, contando com um golo do benfiquista Capdevila, numa primeira parte em que Ronaldo e Zidane fizeram as delícias dos adeptos na Imtech Arena.

Na etapa complementar foi a vez de Luís Figo brilhar, apontando o quinto golo da equipa de Zidane e Ronaldo, numa brilhante iniciativa individual, a fazer lembrar os tempos do extremo no auge da sua carreira.

Além de Figo, também Fernando Couto e Maniche atuaram na equipa das estrelas.

Belgrano desiste de avançar por Aimar

O Belgrano não vai avançar na ideia de tentar garantir o concurso de Pablo Aimar. O treinador da equipa argentina, Ricardo Zielinski, diz que é um assunto encerrado pelo próprio jogador que milita no Benfica.

«É um tema que o próprio Aimar encerrou quando disse que por agora pretende ficar na Europa e que quando voltasse à Argentina apenas seria para jogar no River», referiu Zielinski, que vai agora apontar baterias a outros reforços, tendo em vista a disputa do Torneio de Clausura.

Ricardo Gomes: "Grande clube que marcou a minha vida"

No dia em que completa 47 anos, Ricardo Gomes foi alvo de várias homenagens no Brasil, mas também acabou por merecer destaque na Benfica TV. O canal dos encarnados entrou em contacto com o antigo central do clube, que garantiu estar cada vez melhor, depois do AVC que sofreu em agosto.

"Está tudo óptimo. Ainda preciso de melhorar e com a força que o Benfica me tem dado, fico mais forte. Espero, dentro de dois meses, estar a 100% para recomeçar a trabalhar", revelou o brasileiro, treinador do Vasco da Gama.

Antigo central dos encarnados, entre 1988 e 1991, Ricardo Gomes tem boas lembranças do tempo que passou em Lisboa. "Foram momentos maravilhosos e tenho a recordação do Benfica como grande clube que marcou a minha vida”, assumiu.

O técnico confessou que ainda mantém contacto com ex-colegas, como o caso de Mozer, agora treinador do Portimonense, com que falou na segunda-feira.

"Agradeço as preocupações das pessoas em Portugal, mas garanto que vou conseguir recuperar. Desejo um Natal com muita paz e felicidade para todos os portugueses", concluiu, deixando depois o desejo de ver o Benfica campeão.

Sabella: "Aimar é um jogador importante"

O selecionador argentino Alejandro Sabella chegou esta manhã a Buenos Aires, após uma digressão pela Europa, onde observou vários jogadores, e deixou rasgados elogios a Aimar, médio do Benfica, apesar de considerar que os seus 32 anos podem complicar a entrar numa possível convocatória.

"Tem jogado muito bem, mas tem menos possibilidades de ser convocado em face da quantidade de jogadores que temos para o meio-campo ofensivo e também devido à sua idade", realçou o selecionador da equipa albiceleste.

"Mas não o descarto. Tem um grande talento, um excelente passe, é rápido e é bom no um contra um. É um jogador importante", elogiou o técnico, de 56 anos, que curiosamente também começou a sua carreira como jogador no River Plate.

O próximo compromisso da equipa argentina será em fevereiro, diante da Suíça, e Sabella admitiu que a convocatória terá várias novidades. "Gostava de colocar uma 'mistura', de forma a começar a construir uma base, mas também quero dar oportunidade a novos jogadores. Quero experimentar alternativas", explicou.

Lateral-esquerdo é prioritário em Janeiro

Reforçar a lateral esquerda é um dos pedidos prioritários para Jorge Jesus tendo em vista a reabertura de mercado, em Janeiro. Há algum tempo que o treinador identificou uma das principais lacunas do plantel pedindo à SAD um esforço para permitir uma contratação com vista ao equilíbrio da equipa.

Capdevila nunca chegou a ser realmente opção para o treinador português, de 57 anos, que tem visto Emerson ser um dos elementos em sub-rendimento nos últimos jogos, e logo num sector ao qual Jesus dedica extrema importância.

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica e da administração da SAD, tem vindo a anunciar, nos últimos tempos, a necessidade de cortar nas despesas, tendo em conta o cenário generalizado de crise económica. Ou seja, os responsáveis da Luz não mostram grande abertura para investir mais no actual plantel comandado por Jorge Jesus, que já é um dos mais caros de sempre. Apesar disso, e tendo em conta que os encarnados continuam concentrados na conquista dos vários objectivos ainda em jogo, sobretudo na Liga - competição cuja liderança é repartida por Benfica e FC Porto -, todos os cenários são possíveis. Nomeadamente a aposta no custo zero ou mesmo num empréstimo. Os encarnados têm alguns alvos identificados e estudam, então, os quadros mais viáveis.

Um dos nomes mais apetecíveis é o de Cristian Ansaldi, 25 anos, do Rubin Kazan, em final de contrato com o emblema russo. Poderia ser contratado em Janeiro por uma verba interessante ou no final da época a custo zero. Para mais, o seu agente é o mesmo de Óscar Cardozo, ou seja, Pedro Aldave, que também já transferiu Melgarejo para a Luz.

Águias de serviços mínimos

Em junho de 2006, quando Portugal se preparava para defrontar o Irão, no segundo jogo da fase de grupos do Mundial da Alemanha, Luiz Felipe Scolari surpreendeu ao afirmar que era preciso vencer, nem que fosse por “meio a zero”. Obviamente, tal não era possível. O então selecionador nacional queria realçar a importância do triunfo, que garantia de imediato a qualificação para os oitavos-de-final do importante certame. Para alcançar esse objetivo, o técnico brasileiro dispensava a goleada.

O Benfica 2011/12 não é tão radical. Mas o espírito, pode dizer-se, é o mesmo. Como demonstra o triunfo alcançado na noite de domingo. Bastou um remate certeiro de Cardozo, a cinco minutos do final da partida, para manter os encarnados no topo da classificação, a par de FC Porto.

O triunfo por 1-0 começa a criar raízes na Luz. Foi a sexta vez que as águias venceram pela diferença mínima esta temporada. Aliás, os últimos quatro triunfos dos encarnados foram invariavelmente os mesmos: 1-0, diante de Marítimo, Otelul, Sporting e Naval. Pode não ser empolgante, mas é tremendamente eficaz.

Encarnados não fazem distinção e marcam em todos os jogos

Apesar de moderados, os encarnados têm exibido uma regularidade muito pouco comum: sem fazerem distinção quanto ao adversário, marcaram em todos os jogos realizados até ao momento.

Não deixa de ser curioso que o Benfica tenha obtido mais do que um golo em terrenos complicados, casos do Dragão e de Old Trafford. A formação dirigida por Jorge Jesus marcou dois golos na visita ao FC Porto e outros tantos no embate com o Manchester United.

No campeonato, a série de jogos seguidos a marcar começou há mais de um ano, precisamente frente à Naval. Depois de terem perdido (0-5) na Invicta, os encarnados não mais pararam de faturar. São já 73 golos (48 em 2010/11 e 25 em 2011/12) em 32 encontros. Mais do que um campeonato, como se percebe.

Vitória nos Barreiros vale 45 mil euros a apostador britânico

Um cidadão da Irlanda do Norte ganhou cerca de 45 mil euros por apostar, por engano, na vitória do Benfica no jogo do passado sábado com o Marítimo.

O norte-irlandês fez uma aposta de 50 libras (59 euros) para 10 jogos dos dias 3 e 4 de Dezembro e acertou em todas, e mais uma para o jogo entre Marítimo e Benfica, convencido de que o estava a fazer para a partida da Taça de Portugal [que a equipa madeirense venceu por 2-1, no passado dia 2], quando afinal o fazia para o campeonato.

Citado pelo jornal Daily Mirror, o porta-voz da casa de apostas Victor Chandler explicou os contornos da história.

«O cliente fez a aposta na noite de 1 de Dezembro para jogos do último fim-de-semana. Ficámos surpresos ao ver que acertou em 10 resultados, mas havia um inacreditável jogo no domingo à noite, entre o Benfica e o Marítimo na Liga portuguesa», relatou Charlie McCann.

«Entrámos em contacto com o apostador para lhe fazer saber do afortunado erro e ele confirmou que pensava estar a apostar no jogo da Taça, do passado fim-de-semana, e não no jogo do último domingo», indicou.

Jesus não abdica de Javi

Não há qualquer janela de negociação aberta para uma possível saída de Javi García em janeiro e, mesmo no final da temporada, este cenário está dependente de vários fatores. A juntar-se ao facto da SAD não querer vender ninguém na reabertura do mercado, como o nosso jornal anunciou oportunamente, há o facto de o camisola 6 ser um dos imprescindíveis para Jorge Jesus, pelo que o treinador não quer sequer ouvir falar de tal possibilidade.

O Manchester United foi o último clube a ser dado como interessado no espanhol, de 24 anos, mas, para pensar negociar, qualquer interessado terá de esperar mais uns meses, sabendo-se que Luís Filipe Vieira vai pedir sempre números próximos dos 30 milhões de euros, valor da cláusula de rescisão.

Aimar na lista do Cruzeiro

O Cruzeiro, de Belo Horizonte, está interessado em contratar Pablo Aimar. O novo presidente eleito da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares, que vai ser empossado a 2 de janeiro, prepara a nova temporada e pensa no reforço do plantel.

Apesar de Tavares ter confessado que o clube não tem dinheiro para contratar craques que atuam na Europa, o site Globoesporte adiantou que o médio argentino, de 32 anos, é um dos alvos do clube. Isto numa altura em que o emblema mineiro negou liminarmente o interesse no portista Rodríguez.

À medida que se aproxima o final do contrato que liga Aimar às águias, sobe o número de interessados no jogador. Isto sem esquecer que o River Plate (adeptos e dirigentes) sonham com o regresso do filho pródigo ao Monumental.

Milan está atento a Artur Moraes

As exibições de Artur Moraes ao serviço do Benfica - depois da meia época brilhante em Braga - estão a despertar a cobiça dos principais clubes europeus, que já têm referenciado o guarda-redes brasileiro de 30 anos.

É o caso do Milan, campeão italiano em título, como confirmou ao nosso jornal André Cruz, ex-jogador do Sporting e internacional brasileiro, actualmente a trabalhar como empresário e olheiro - não faz prospecção para um clube específico, antes aconselha jogadores a vários clubes.

«Aconselhei o Artur ao Milan, recentemente. Conheço o futebol dele há alguns anos, soube do trabalho notável que está a fazer no Benfica e, não tendo a certeza da situação e da posição do Abiatti no clube, liguei ao Ariedo Braida [n. d. r. director-desportivo do Milan]», contou o ex-central, que representou o Sporting entre 2000 e 2002, mas que também vestiu as cores do Milan (1997/98) - em Itália representou ainda Nápoles e Torino.

O responsável pelo futebol do Milan agradeceu o telefonema de André Cruz, mas já estava em campo: «Ele disse-me que estava a par das exibições do Artur e dos elogios do Alex Ferguson após os jogos da Champions. E que o iriam seguir com mais atenção ainda depois da nossa conversa.»

Óscar Cardozo já leva 111 golos

Odiado por uns, amado por outros, criticado por uns, elogiado por outros, Óscar Cardozo, ponta-de-lança do Benfica, mexe, e de que maneira, com as emoções dos adeptos.

Se falha uma oportunidade como aquela que teve na Madeira, anteontem, quando, no decorrer da primeira parte, atirou ao lado do poste direito da baliza de Peçanha (que não estava lá!), sofre, naturalmente, a contestação dos adeptos e provoca a incredulidade de treinador e companheiros, mas se resolve jogos como resolveu esse mesmo encontro, então refuta qualquer espécie de reparo.

Os números, esses, são esmagadores e absorvem qualquer tipo de crítica que possa ser endereçada ao internacional paraguaio de 28 anos. Neste momento, contabilizado que está o golo da vitória no Funchal, regista 111 remates certeiros em jogos oficiais com a camisola do Benfica.

Golos de Cardozo em Portugal
Liga
117 jogos – 75 golos

Taça de Portugal
12 jogos – 10 golos

Competições europeias
47 jogos – 23 golos

Taça da Liga
11 jogos – 3 golos

Supertaça
1 jogo – 0 golos

Total
188 jogos – 111 golos (média de 0,6 golos/jogo)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Menos utilizados derrotam juniores

O plantel principal do Benfica disputou, esta segunda-feira, um jogo-treino com a equipa de juniores do clube, no que constituiu o regresso ao trabalho da formação de Jorge Jesus depois do triunfo na Madeira, frente ao Marítimo (1-0).

O técnico encarnado optou por colocar em campo, no Seixal, os suplentes utilizados frente aos insulares (Saviola, Nolito e Ruben Amorim), assim como outros que nem sequer fizeram parte das contas para a partida de domingo - casos de Matic, Nélson Oliveira, Eduardo ou Luís Martins.

Com golos de Nélson Oliveira, David Simão, Rodrigo Mora e Saviola, a equipa sénior dos encarnados superou os mais novos por 4-0.

Quanto aos titulares do encontro de ontem, realizaram apenas trabalho de recuperação.

Empresário garante que Javi García vai cumprir o contrato

Manuel García Quillon, empresário de Javi García, vincou, esta segunda-feira, que o jogador espanhol está muito feliz no Benfica, pretendendo cumprir todas as obrigações com o clube encarnado.

"O importante é o Benfica. Se existe uma equipa interessada que fale com o presidente e connosco e depois logo se verá. De momento não temos nada sério e firme. Apenas dedicar toda a força ao Benfica. Para mim é fundamental que cumpra o contrato com o Benfica porque o clube está a cumprir com ele. Javi sente-se muito bem em Lisboa e no clube. Está contente e nós estamos felizes porque ele está bem", disse à Antena 1.

O jornal “The Independent” noticiou domingo que o Manchester United pode fazer chegar à Luz nos próximos dias uma proposta de 42 milhões de libras (mais de 49 milhões de euros) para tentar garantir o concurso de Nico Gaitán e Javi García, já em janeiro.

Veloso: «O 7-1? Só queríamos que o jogo acabasse»

O antigo defesa e capitão do Benfica, António Veloso, reconheceu hoje, 25 anos depois dos 7-1 sofridos em Alvalade, que os encarnados só queriam que o jogo acabasse, perante a "avalanche" ofensiva do Sporting.

"Nunca tive uma derrota tão grande como aquela... nem parecida", afirmou Veloso, em declarações à agência Lusa, recordando o desaire sofrido pelo Benfica, a 14 de dezembro de 1986, no dérbi da 14.ª jornada do campeonato.

Os "encarnados", comandados por John Mortimore, ainda só tinham perdido uma vez nessa época, em Bordéus, por 1-0, na segunda mão da segunda eliminatória da Taça das Taças, sendo afastados da competição, e apenas tinham cedido três empates forasteiros no campeonato (FC Porto, Marítimo e Salgueiros).

Apesar de assinalar o "resultado anormal", Veloso assegura que "não deixou muitas marcas", rematando: "Acabámos por ser campeões na mesma".

"Foi um jogo triste para o Benfica, um daqueles jogos que acontece de vez em quando, como aconteceu mais tarde com o 6-3. Não é uma coisa do outro mundo, foi só um jogo com um resultado expressivo, que não traduz a diferença entre as duas equipas. Foi só um jogo em que nos sentimos mal, não só porque perdemos 7-1, mas porque perdemos os pontos que estavam em disputa", salientou Veloso.

O antigo defesa central "encarnado" não encontra explicações para a goleada, que só ganhou estes contornos nos últimos 30 minutos, depois de "um jogo bastante equilibrado".

Mário Jorge e Manuel Fernandes deram avanço aos "leões", aos 15 e 50 minutos, respetivamente, antes de Wando reduzir para as "águias", aos 59. E, por isso, "nada fazia prever que na segunda parte fosse o descalabro que foi", recordou Veloso, admitindo que a "desorganização defensiva e coletiva" abriu caminho à goleada.

"Os golos começaram a aparecer e cada vez que a bola ia à baliza era um golo, começou a ser um pouco doloroso, nós queríamos era que o jogo acabasse porque não nos conseguíamos concentrar ao ponto de fazer parar a avalanche do Sporting", frisou Veloso, aludindo aos tentos de Ralph Meade (65), Mário Jorge (68), e Manuel Fernandes (71, 82 e 86).

Antes de receber o "rival", o Sporting, de Manuel José, já contava três derrotas (Belenenses, FC Porto e Marítimo) e dois empates (Rio Ave e Boavista) no campeonato e já estava afastado da Taça UEFA, depois de uma eliminatória renhida com o FC Barcelona, que seguiu para a terceira eliminatória depois de vencer em casa por 1-0 e perder em Alvalade por 2-1.

"Tentar descobrir não adianta, porque não se consegue. Naturalmente estávamos frustrados por não termos ganho e também estávamos tristes por termos sofrido tantos golos. Ninguém gosta de perder pela diferença que perdemos, havia um sentimento de tristeza no balneário, apesar de o campeonato já não nos fugir", sublinhou Veloso.

Depois desta goleada, na única derrota "encarnada" nas competições internas, a "vingança" foi servida quase três meses depois, no Estádio da Luz, o Benfica foi implacável e afastou o Sporting nos quartos de final da Taça de Portugal, ao bater os "leões" por 5-0.

Cardozo tem a palavra na Madeira

Se há espécie com a qual todos devemos ter cuidado, essa é a dos goleadores. O especialista do último toque é um caso à parte na imensa fauna futebolística porque, ao contrário do guarda-redes, por exemplo, cujo erro não tem remédio, costuma ser dele a última palavra. O caso de Cardozo é paradigmático: trata-se de um jogador especial, que parece refrear sempre a paixão mas que, não raras vezes, é o principal impulsionador das explosões de alegria das bancadas. Nos Barreiros, Tacuara cometeu erro clamoroso, num lance em que bastava um simples toque para, com a baliza aberta e a um metro da linha fatal, celebrar o golo que, aos 32 minutos, daria vantagem aos encarnados.

Prova de que a última palavra é quase sempre dos goleadores, Tacuara decidiria o jogo aos 85 minutos e o adepto benfiquista teve de resignar-se: passou uma noite inteira a sentir o impulso de perseguir o avançado para lhe apertar o pescoço, acabou por desejar correr para ele e abraçá-lo a agradecer os três pontos que mantêm o Benfica no topo.

Águias marcam sempre

O Benfica é a única equipa da Liga que nunca ficou em branco nos 25 jogos oficiais efetuados até ao momento. Por onze vezes a formação de Jorge Jesus marcou um golo apenas e em dez ocasiões terminou os 90 minutos com dois tiros certeiros, prova de que, mesmo marcando sempre, não se pode dizer que seja a máquina trituradora de há duas temporadas, quando conquistou o título nacional. De resto, só por duas vezes marcou 3 golos – Feirense e Twente, ambos em casa – e noutras tantas atingiu os 4 – Académica e Paços de Ferreira, também no Estádio da Luz.

Prova de que o tempo da aventura já lá vai, metade das 16 vitórias da temporada foi conseguida pela via da diferença mínima. O registo defensivo uniforme indicia claramente uma equipa mais equilibrada: em dez dos 25 jogos a equipa não sofreu golos e noutros tantos limitou os estragos concedendo um golo aos adversários. Sofreu dois golos em cinco ocasiões. Sempre que tal aconteceu, falhou a vitória – empates com Gil Vicente, FCPorto, Twente e Manchester United, lote ao qual se juntou a derrota com o Marítimo (1-2) a contar para a Taça de Portugal.

Cardozo: "Vitória muito importante"

Oscar Cardozo foi protagonista nos Barreiros, exibindo as duas faces da moeda. Na primeira parte, o paraguaio falhou um golo incrível a pouco mais de um metro da baliza e, no segundo tempo, redimiu-se com o tento de uma vitória que mantém o Benfica na liderança, lado a lado com o FC Porto.

"Às vezes calha-nos não ter ocasiões de golos e às vezes toca-nos uma, duas ou três oportunidades e lá marcámos", disse Tacuara à Sport TV, comentando o facto de ter passado de vilão a herói.

Depois da eliminação na Taça de Portugal, os encarnados voltaram aos Barreiros e conseguiram um triunfo, cuja importância Cardozo fez questão de assinalar: "Foi uma vitória muito importante, o Marítimo é uma boa equipa e tem estado muito bem. Queremos ganhar todos os jogos, sendo que era muito importante vencer este."

Jorge Jesus: "Que joguem assim contra os nosso rivais"

Depois da complicada vitória sobre o Marítimo (1-0), no mesmo local onde recentemente viu a sua equipa ser afastada da Taça de Portugal, Jorge Jesus mostrou-se bastante satisfeito com a exibição dos encarnados nos Barreiros, onde, desta feita, conseguiu uma vitória.

"A partir dos 15 minutos fomos a equipa que comandou o jogo. Cardozo e Aimar mereceram o golo nessa altura. O mais difícil foi não ter feito qualquer um nessa fase. Já o Marítimo, com 11 jogadores, nunca criou perigo nenhum", disse o técnico das águias, no "Flash Interview" da Sport TV.

Com a expulsão de Olberdam, Jesus sublinha que o Marítimo, apesar de mais defensivo, assustou mais vezes. Mas, ao mesmo tempo, deixou claro que o Benfica esteve sempre por cima. "Com menos um, o Marítimo fez o que pôde e até se tornou mais perigoso, mas acreditava que fariamos um golo mais cedo ou mais tarde, pois eles não saíam da sua zona defensiva. Fomos uns justos vencedores e melhores em todos os aspetos", frisou.

Jesus manifestou ainda o desejo em ver os insulares complicarem a vida aos outros candidatos ao título, da mesma forma que o fizeram com o Benfica. "São uma excelente equipa, é apenas a segunda derrota da época e a primeira nos Barreiros. Se jogam assim, tenho dúvidas que mais alguém ganhe aqui. Espero que atuem assim contra os nossos rivais", atirou.

A finalizar, o timoneiro encarnado destacou a "alma" com que os seus pupilos atuaram e frisou que a intensidade do encontro não deixou nada a dever a outros campeonatos mais cotados. "A diferença é que aqui estavam 5 mil pessoas e lá fora estão 40 mil."

Destaques individuais

Javi García – Uma vez mais “encheu” o campo com a sua capacidade física e táctica. Tem quase o dom da omnipresença, pois consegue estar sempre no sítio certo, recuperando bolas em catadupa para a sua equipa.

Nolito – O número 9 benfiquista entrou e revolucionou o jogo, tal como tinha feito ante o Otelul Galati. Parece estar a voltar aos tempos do arranque da temporada onde deu espectáculo e alegria aos benfiquistas.

Cardozo – O avançado paraguaio parecia estar com falta de sorte na partida, mas foi mesmo ele que decidiu aos 85 minutos. Teve uma flagrante ocasião para marcar na primeira metade, mas Cardozo não falha duas oportunidades de golo num jogo. Marcou e resolveu.

Maxi Pereira – O uruguaio é um mouro de trabalho e não vira a cara à luta. Defensivamente esteve irrepreensível e subiu muito pelo seu corredor de forma a criar desequilíbrios na defensiva insular.