domingo, 26 de dezembro de 2010

Mourinho: «Benfica desiludiu-me na Champions»

R – Não escondeu, antes do início da temporada, as grandes expectativas que tinha em relação ao Benfica. Deixou-o desiludido a participação das águias na Liga dos Campeões?
JM – Estou desiludido. As expectativas criadas são consequência da forma como abordaram esta época. Venceram bem o título do ano passado na Liga portuguesa e o Jorge Jesus assumiu que queria ganhar a Champions. Quer dizer, elevou os níveis de ambição e expectativa. Eu, que acredito sempre mais nos treinadores do que nos outros, pensei que ele estava convencido de tinha potencial para conseguir esse objetivo mais arrojado. Não era preciso ganhar a Champions, porque isso é muito difícil até para equipas que têm maior poderio financeiro do que o Benfica. Mas esperava mais. Agora na Liga Europa, que é uma prova mais adaptada aos níveis do futebol português e à sua realidade qualitativa, pode ser que alguma das quatro equipas que ainda estão na luta chegue longe. E não excluo mesmo a hipótese de uma delas sair vencedora.
«FC Porto sabe gerir as vantagens muitíssimo bem»
R – Que apreciação faz ao campeonato em Portugal, nomeadamente à confortável liderança do FC Porto?
JM – O FC Porto começou bem e forte e os outros abriram-lhes as portas que são as mais difíceis de ultrapassar, as portas da tranquilidade. E muitas vezes somos nós que temos de ir à procura da tranquilidade, neste caso foram os outros que proporcionaram esse sentimento. Sem essa pressão, é praticamente jogar contra nós próprios, saber gerir o nosso destino e as nossas vantagens.
R – Significa que esta vantagem do FC Porto sobre a concorrência direta pode considerar-se determinante para ganhar o campeonato?
JM – Não significa, desde já, que vá ser campeão. Mas num campeonato como o português, que só tem 30 jogos, torna-se mais fácil gerir o avanço. Reparem que são menos oito jornadas do que o espanhol, por exemplo, equivalentes a cerca de dois meses de competição. Por isso, não é tão difícil assim fazer a gestão de vantagens num campeonato como o português. E o FC Porto, sabe fazer isso muito bem. Em jeito de conclusão, diria que não me parece um problema para o FC Porto ser campeão nacional em 2010/11...

Record

Coentrão e David Luiz em destaque na SportVox

“SportVox” francesa coloca lateral português e central brasileiro, ambos do Benfica, e avançado colombiano do FC Porto na equipa ideal do ano, composta por jogadores com menos de 23 anos.
Daniel Carriço (Sporting), Javi García (Benfica) e Fernando (FC Porto) são igualmente referenciados, tal como Di María (Real Madrid), porém, ficam de fora do melhor “onze” de 2010.

Eis a equipa eleita pela SportVox:
Guarda-redes: Sergio Romero (23 anos, Argentina, AZ Alkmaar).
Defesas: Gareth Bale (21 anos, País de Gales, Tottenham), Stephane M’Bia (23 anos, Camarões, Marselha), David Luiz (23 anos, Brasil, Benfica) e Fábio Coentrão (22 anos, Portugal, Benfica).Médios: Sergio Busquets (22 anos, Espanha, Barcelona), Sami Khedira (23 anos, Alemanha, Real Madrid) e Javier Pastore (21 anos, Argentina, Palermo).
Avançados: Radamel Falcao (23 anos, Colômbia, FC Porto), Javier Hernandez (22 anos, México, Manchester United) e Thomas Müller (21 anos, Alemanha, Bayern).

Nuestros hermanos

A Mística conta a história de dois amigos cujos caminhos começaram por se cruzar em Madrid. Mas foi em Lisboa que o reencontro coincidiu com a busca da felicidade de Javi García e Roberto.
Fevereiro de 1986. Diego Armando Maradona preparava-se para, quatro meses depois, fazer história, cravando o seu nome na história dos Mundiais. Enquanto o astro argentino vivia a antecâmara da glória, nascia num bairro humilde de Madrid um tal de Roberto Jiménez Gago. Um ano depois, em Fevereiro de 1987 (e já com Maradona campeão do mundo), mostrava-se ao mundo, perto de Múrcia (a 400 km de Madrid), Francisco Javier García Fernández. A história de “Diós” é de todos conhecida. Esta é a de Roberto e de Javi.
Na rua, Roberto era um menino obcecado por desporto, quer fosse futebol, basquetebol ou ténis. Uma coisa era certa: onde havia Roberto, havia bola. Mas até foi, por ironia do destino, sem bola que começou a praticar desporto de forma mais séria, com o judo. Só mais tarde um amigo lhe disse para se inscrever numa equipa de bairro, o Naranjo.
Para Javi García, na escola da vida sempre se falou em “futebolês”. Toda a família vibrava com os sucessos do Barcelona (ao contrário da de Roberto, desde sempre afecta ao Real, até que este se tornou “colchonero”), mas era o pai do pequeno Javi o orgulho de todos. Ele que era guarda-redes e que jogou ao serviço do clube local e até das selecções jovens espanholas.
Referir que a revista Mística está nas bancas desde esta sexta-feira, dia 24 de Dezembro, no entanto, a mesma só irá chegar a casa dos sócios do Sport Lisboa e Benfica nos primeiros dias de 2011.


Sport Lisboa e Benfica Online

Javi García desilude conterrâneos

Javi García faltou ontem a um jogo de solidariedade na sua terra natal, Mula, em Múrcia. O médio benfiquista era ansiosamente esperado, mas acabou por avisar que não iria comparecer devido a "motivos familiares". O jogo reverteu para uma associação de caridade da região e Javi García iria fazer parte de uma equipa de jogadores da terra, contra os veteranos do clube local, o Atlético Muleño. O médio do Real Madrid, Pedro Léon, também era esperado e compareceu para dar o pontapé-de-saída, deixando depois os conterrâneos fazer o resto. E mesmo sem as vedetas do Benfica e do Real Madrid em campo, a selecção local arrasou os veteranos, por 7-0. Javi García é muito acarinhado na sua terra natal, tem inclusive uma infra-estrutura desportiva baptizada com o seu nome, pelo que a sua ausência provocou desapontamento entre a comunidade de Mula.

OJogo

Ramires: «Jesus disse que não iria sentir a nossa falta»

As transferências de Di María e Ramires não podem ser usadas como explicação para o menor rendimento do Benfica nesta temporada. Quem é o diz é o próprio internacional brasileiro, actualmente no Chelsea, que recorda até palavras do próprio Jorge Jesus no último Verão. "É complicado falar disso, pois quando deixámos o clube, o técnico disse que tinha três jogadores semelhantes a mim e ao Di María e que a equipa não iria sentir a nossa falta, pois esses jogadores estavam no plantel. Por isso acho que o Benfica deve mesmo ter esses jogadores", afirmou o Queniano numa entrevista a publicar hoje pelos jornais "Sunday Times" e "The National" a que O JOGO teve acesso.
O futebolista que o Benfica foi recrutar ao Cruzeiro no Verão de 2009 até concorda com Jorge Jesus, considerando que os encarnados "continuam a ter uma excelente equipa". "Eu, Di María e o Quim, o guarda-redes, saímos, mas a equipa continua a ser muito boa. O FC Porto está um pouco melhor que o Benfica neste momento, mas na temporada passada aconteceu precisamente o oposto", recordou o antigo camisola 8 da Luz.
Para Ramires, "o mais importante" é que tanto ele como Di María tentaram "dar o melhor" enquanto estiveram na Luz. "Acho que o fizemos", declara o brasileiro, mostrando-se actualizado com a realidade dos encarnados, pese o facto de não ter conseguido ainda ver jogos do clube da Luz nesta temporada. "Infelizmente não consegui ainda ver nenhum jogo, mas consulto notícias na internet e sei que passaram por algumas dificuldades. As coisas não estão assim tão mal, pois ocupam neste momento a segunda posição. Nem acho que o Benfica esteja assim tão mal; acho é que o FC Porto está muito melhor esta temporada", reforçou Ramires.

David Luiz à esquerda é um erro


Jorge Jesus esteve sob o fogo das críticas depois do clássico com o FC Porto que terminou com a derrota do Benfica por 5-0. Apesar de não ter visto a partida, Ramires soube que David Luiz actuou como lateral-esquerdo, uma escolha do treinador que foi polémica e muito criticada. "É complicado quando se coloca um central a jogar do lado esquerdo, ou um avançado a jogar a central, ou um médio-defensivo como avançado. Quando se faz isso, pode ter a certeza de que mesmo que o jogador actue bem, nunca estará a 100 por cento", analisa o internacional brasileiro do Chelsea.
O Queniano não tem dúvidas de que David Luiz "é um grande jogador", mas apenas quando actua a central. "É complicado colocar um futebolista destro como lateral-esquerdo, sobretudo quando precisa de se preocupar com um atacante como o Hulk, que tem um potencial enorme. É muito, muito difícil", reconhece o médio, atribuindo a responsabilidade - ainda que sem o dizer abertamente - à escolha do treinador. "A culpa nunca é do jogador, que quer sempre jogar, independentemente da posição em que começa", sublinha, reafirmando que "é difícil alguém jogar tão bem como o faria na posição de origem".

Adaptação a Inglaterra está a ser dolorosa


Ramires chegou ao Benfica e rapidamente convenceu a crítica, os adeptos e Jorge Jesus: impôs-se facilmente como titular e assim ficou durante toda a temporada, apesar da quebra física registada na segunda metade da época. Em Inglaterra, tudo tem sido bem diferente: apesar de já somar 18 jogos em todas as competições, o brasileiro tem sido criticado pela Imprensa britânica. O facto de não ter tido (mais uma vez) férias completas tem sido apontado como principal razão para ainda não estar adaptado ao ritmo da Premier League.

22 | Os milhões de euros envolvidos na transferência de Ramires do Benfica para o Chelsea. Deste valor, o Benfica recebeu um total de 17 milhões. Na altura da venda, os encarnados detinham metade do passe - que lhes rendeu 11 milhões de euros -, sendo que a outra metade, tinham-na vendido semanas antes à empresa Jazzy Limited por 6 milhões.

OJogo

Bagão Félix em entrevista: «Benfica tem de voltar a meter medo»

Bagão Félix é uma figura de proa no universo benfiquista. Por mais de uma vez apontado como provável candidato à presidência do clube, nunca avançou nesse sentido. Digamos que é a eterna sombra do poder encarnado, a voz que todos escutam atentamente. Apenas uma vez foi vice-presidente de Assembleia-Geral do clube da Luz, entre 1992 e 1994.
Esta entrevista de fim de ano é, pois, uma viagem entre o futebol e a política, entre o Benfica e o país social, sempre dominada por um denominador comum, a crise, que atinge a sociedade portuguesa e a Europa em geral, mas que não passa ao lado do clube da águia.

- Alguma vez pensou ser presidente do Benfica?
- Pensei, pensei...Cheguei a encarar essa hipótese. E tinha vontade. Acontece que preciso de trabalhar para ganhar o meu dinheiro, não tenho bens para além do meu trabalho e, em Portugal, infelizmente, isso inviabiliza uma candidatura. Na altura em que pensei nisso, a questão colocou-se assim.

- Mas tem seguido atentamente o percurso desta Direcção e o da SAD? No fundo, o percurso de Luís Filipe Vieira.
- Sim, tenho. Acho que o Luís Filipe Vieira é um presidente que merece ser considerado, desde logo porque tomou conta do Benfica numa situação dramática. Os benfiquistas devem estar reconhecidos. O Benfica voltou a ganhar credibilidade institucional e um valor patrimonial decisivo, que é o da estabilidade. Isso é fundamental e eu estou-lhe reconhecido como benfiquista que sou. Do ponto de vista financeiro também arrumou a casa.

- A diferença entre o Benfica, dentro das quatro linhas, da época passada para esta, tem sido grande...
- Lá está um aspecto que penso que pode ter de ser modificado e até posso estar a ser injusto, porque como não estou dentro da Direcção, não sei a quem atribuir mais responsabilidades, se à direcção, se à comunicação social, ao jornal A BOLA por exemplo, ou se à má gestão de aspectos relacionados com o plantel. É que constantemente, seja no princípio da época, seja no fim ou no defeso, não há um santo dia em que não haja um jogador apontado ao Benfica. Se eu fosse jogador do Benfica estava sempre em polvorosa, sentia-me sempre instável. O Benfica tem de parar com isso, porque destabiliza. Estamos a falar de jovens jogadores, com muito dinheiro, que todos os dias, todos os fins-de-semana, são escrutinados como ninguém, e a quem não se perdoa nenhum erro. O David Luís está a jogar menos? Pois, coitado, todos os dias há notícias de que sai para ir ganhar o triplo; o Cardozo a mesma coisa, o Luisão e por aí adiante. Psicologicamente o jogador vê-se envolvido numa lógica e num contexto muito melindroso e acho que o Benfica se ressentiu disso esta época.

- Isso, só por si, não explica tudo...
- Pois não. Por isso penso que o Benfica este ano errou na pré-época. Em primeiro lugar porque, aparentemente, contratou jogadores, que até são razoáveis, para lugares onde não precisava e não comprou jogadores para lugares onde sabia que ia precisar. Toda a gente sabia que Ramires e Di Maria iam embora. E não se percebe como o Urreta foi dispensado ao Desportivo da Corunha. Em segundo lugar, porque acho que o Benfica entrou num jogo decisivo do ponto de vista psicológico ainda em calções de banho, no jogo com o FC Porto, para a Supertaça.

-Este afastamento da Liga dos Campeões foi frustrante...
- Foi sem dúvida decepcionante. O Benfica ficou muito aquém do que esperávamos e das expectativas criadas pelo treinador Jorge Jesus, que apoio bastante, mas acho que se excedeu, entusiasmou-se e falou a quente, com a adrenalina toda, ainda que com boas intenções. Não se pode falar logo a seguir à conquista de um troféu, pois pensamos que tudo é possível, só que depois arrefecemos e percebemos que ainda temos de crescer muito. E o Benfica, a nível internacional, ainda tem de crescer muito. Isso verificou-se nestes jogos da Liga dos Campeões. Podíamos ter ido aos quartos-de-final, tínhamos equipa para isso. O Benfica tem de comer muita côdea para ter um estatuto internacional que meta medo. Recordo-me de quando o Benfica chegava e era como os adversários jogarem com o Barcelona ou o Manchester United, criava logo um desconforto. E é esse desconfortoque o Benfica tem de voltar a conquistar. O Benfica tem de voltar a meter medo!


A Bola

Jurado: «Nolito vai fazer muitos golos no Benfica»

Jurado (Schalke 04), ex-colega de Nolito, aprova a sua mudança para a Luz. Tem instinto, diz.
Nolito, avançado do Barcelona B, de 24 anos, que se encontra em final de contrato e deve reforçar o plantel do Benfica na próxima temporada, foi motivo de conversa com outro destacado futebolista espanhol da mesma localidade, Jurado, que já este ano, ao serviço do Schalke 04, na Liga dos Campeões, defrontou o clube da Luz.
«Nolito é um extremo que tem uma grande capacidade goleadora, tem muita qualidade. Há muito tempo que deixei de jogar com ele, mas tenho acompanhado a sua carreira e tem evoluído bastante», explicou Jurado, antigo jogador do Atlético de Madrid, que foi companheiro de Nolito no Atlético Sanluqueño, emblema da terra natal dos futebolistas.
Em relação à nova aventura de Nolito, agendada para o próximo Verão, na Luz, Jurado é claro: «Não tenho dúvidas de que pode jogar no Benfica, vai fazer muitos golos. Tem esse instinto. O Benfica parece-me um clube bom para ele.»
O jogador do Schalke conta também que «Nolito, quando era mais novo, jogava como avançado, mas depois passou para extremo», onde, considera ainda Jurado, «tem estado muito bem».


A Bola

Jesus vê em Gaitán o grande sucessor de Aimar

Aposta preparada para o curto/médio prazo, consoante “el mago” deixe a Luz já em Janeiro ou mais à frente. Chegada do extremo José Luis Fernández, no início do ano, permite reforçar ala esquerda e dar mais liberdade ao camisola 20.
O actual dono do flanco esquerdo do ataque encarnado, Nicolás Gaitán, 22 anos, deve tornar-se, mais tarde ou mais cedo, no camisola 10 das águias. Esta é, pelo menos, a intenção do técnico Jorge Jesus.
Contratado no Verão ao Boca Juniors, como sucessor de Di María, Gaitán sempre se mostrou mais confortável a pisar terrenos interiores do que actuando como extremo clássico, como acontecia com Angelito, embora tenha vindo a melhorar com o tempo e tendo até já registado várias boas exibições naquela função.
Características às quais Jorge Jesus nunca se mostrou indiferente, mesmo sendo obrigado a insistir na aposta em Gaitán para a ala canhota, pela inexistência de outras opções válidas - a única seria Fábio Coentrão, que é o lateral titular do mesmo corredor.

Fernández a chegar...
A chegada de outro argentino, José Luis Fernández, extremo-esquerdo de raiz, 23 anos, proveniente do Racing Avellaneda, dá a Jorge Jesus maior margem de manobra na hora de armar a equipa, embora o reforço precise de algum tempo para se ambientar antes de ser lançado de forma consistente como titular.
Se Fernández mostrar qualidades para agarrar o lugar, o treinador encarnado poderá, sempre que o entender, seja por necessidade ou mera opção, desviar Gaitán para a zona central, como camisola 10.

Aimar a partir...
Este cenário, contudo, apesar de já devidamente pensado e programado por Jorge Jesus, só será efectivado quando Pablo Aimar se transferir, o que tanto pode acontecer já em Janeiro, conforme o nosso jornal deu conta - El Mago, 31 anos, tem propostas muito atractivas do Médio Oriente, em particular uma do Catar - ou apenas no Verão, altura em que fica a um ano de terminar a ligação com as águias (2012).


A Bola

Jesus : «Próximo ano pode ser tão bom como este»

Jorge Jesus aproveita a quadra natalícia para deixar uma mensagem de esperança a todos os benfiquistas para o ano de 2011. Através do nosso jornal, o treinador do Benfica faz questão de agradecer o apoio dos adeptos encarnados, pedindo que o mesmo seja contínuo e crescente, para que a equipa possa alcançar os objetivos a que se propõe. A 8 pontos do FC Porto, líder da Liga, o técnico recusa desistir, aliás como tem afirmado recentemente.
“A todos os leitores do Record o desejo de um feliz ano de 2011, com saúde e trabalho. Aos benfiquistas, o meu obrigado por tudo o que têm dado a viver, e a certeza de que continuamos a acreditar que o próximo ano pode ser tão bom como o que agora acaba”, começou por dizer nesta mensagem natalícia, para concluir: “Continuem a acreditar na equipa. Continuem a apoiar os jogadores como sempre o têm feito. Vamos dar tudo em campo para retribuir esse apoio, tal como fizemos no passado!”

Record

Katsouranis: «Queria tê-lo aqui»

A ligação do internacional grego a Nuno Gomes não foi esquecida, apesar da distância atual entre ambos. Katsouranis saiu do Benfica no verão de 2009, após três temporadas na Luz, mas tem bem presente os momentos que passou com o capitão das águias. Além de ser “um grande jogador”, o avançado, de 34 anos, é também “um grande amigo” para o médio, que via com bons olhos a mudança do português para... o Panathinaikos. “Queria tê-lo aqui”, dispara com um sorriso nos lábios.
Dada a admiração que tem pelo camisola 21 dos encarnados, o jogador grego deixa-lhe uma mensagem de ponderação em relação ao futuro, numa altura em que se sabe que Nuno Gomes deixa o Benfica no final da época, na qualidade de jogador. “Ele é muito inteligente e é muito mais do que apenas um jogador de futebol. Vai ter de pensar o que é melhor para ele, mas trata-se de um símbolo do Benfica”, realça.

Record

Katsouranis: «Benfica marcou-me imenso»

Na Luz passou “três anos fantásticos” e, apesar da saída inesperada, confessa que ainda hoje segue os jogos de uma “grande equipa”.
Record – Como é que tem sido trabalhar com Jesualdo Ferreira?
Katsouranis – Ainda está aqui há muito pouco tempo e precisa disso para conhecer o futebol e a cultura. Nos três anos que estive em Portugal vi que fez um grande trabalho no FC Porto e espero que possa fazer igual no Panathinaikos, para conseguir conquistar tantos títulos como o fez em Portugal.
R – Saiu do Benfica de uma forma algo inesperada. Que recordações guarda do clube?
K – Foram três anos fantásticos, num grande clube como é o Benfica e que dá condições excelentes a qualquer jogador. Qualquer jogador quer jogar lá. Só vim embora porque era muito difícil para a minha família, dado que não havia voos diretos para a Grécia. Agora, alguns percebem que não é fácil estas viagens todas, com todas as escalas, e cada vez que vinha à seleção era um inferno.
R – Não houve, portanto, outros motivos?
K – Os adeptos do Benfica sabem que o que disse na altura... Não menti, porque desde que saí que estou em Atenas, no Panathinaikos. Se fosse por outra razão, hoje estaria noutro clube, mas a verdade é que só saí do Benfica por isso. Continuo a acompanhar sempre o Benfica, um clube que me marcou imenso. Os adeptos do Benfica são inesquecíveis e todas as pessoas são fantásticas. Vejo muitas vezes os jogos e, apesar de este ano as coisas não estarem a correr bem, o clube tem uma grande equipa, com grandes jogadores.
R – A seleção da Grécia, agora sob o comando de Fernando Santos, pode sonhar com uma repetição do título conquistado em Portugal, no Euro’2004?
K – Ele conhece muito bem o futebol grego e isso ajuda muito. Fernando Santos é, claramente, a melhor solução para a seleção, depois de Otto Rehhagel. Conhece bem todos os jogadores. Se voltaremos a ser campeões europeus? Isso é praticamente impossível, aquilo acontece uma vez na vida.

Record

Peñarol quer Urreta de novo

O Peñarol, do Uruguai, pretende recuperar o avançado Urretaviscaya, emprestado atualmente pelo Benfica ao Deportivo, de Espanha.
Campeão em título do Uruguai, o Peñarol quer voltar a contar com Urreta, como é conhecido, para a disputa da Taça dos Libertadores, que se inicia em finais de janeiro de 2011.
O uruguaio Urreta já esteve emprestado pelo Benfica ao Peñarol nos primeiros seis meses deste ano, tendo sido depois cedido ao Deportivo Corunha, onde não tem sido muito feliz.
Com utilização irregular na equipa galega, Urreta envolveu-se recentemente num incidente num treino com um companheiro de equipa, tendo sido depois sancionado pela direção do clube, o que só terá aumentado a insatisfação do jogador.

Record

sábado, 25 de dezembro de 2010

Abril pode dar «jogos mil» entre SL Benfica e FC Porto

Benfica e FC Porto podem transformar o mês de abril de 2011 em «jogos mil», com as duas equipas a terem pela frente um cenário em que se podem defrontar cinco vezes num curto espaço de três semanas.

Uma para o campeonato (03 abril), duas nos quartos de final da Liga Europa (07 e 14 de abril), uma outra na segunda mão da Taça de Portugal (19 ou 20 de abril) e, por último, na final da Taça da Liga (23 abril).
Já numa perspetiva mais abrangente, o campeão em título, o Benfica, e o líder da Liga de futebol, o FC Porto, podem nos primeiros meses de 2011 e num cenário «limite» defrontar-se seis vezes, com uma discussão direta de, pelo menos, três troféus.

Diário Digital

Cardozo volta à órbita do Man. City

O Manchester City poderá voltar à carga por Óscar Cardozo em Janeiro. Valores proibitivos de Hulk e Dzeko colocam o avançado paraguaio do Benfica de novo no radar do clube da Premier League.
Segundo noticia o Daily Mail, os avançados do FC Porto e do Wolfsburgo encabeçam as preferências de Roberto Mancini, mas a intransigência dos clubes em negociá-los por valores inferiores aos estipulados nas cláusulas de rescisão – 100 milhões de euros no caso de Hulk, 40 milhões no de Dzeko – parecem deitar por terra a pretensão do treinador italiano.
É neste contexto que surge o nome de Óscar Cardozo. O internacional paraguaio do Benfica tem a cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros, mas os citizens acreditam que podem resgatar o jogador por um montante na ordem dos 15 milhões de libras (cerca de 17,5 milhões de euros).
Associado igualmente ao interesse do Villarreal, Tacuara disse recentemente que não pretende deixar a Luz. «Estou muito bem no Benfica, tranquilo, e não penso em sair», esclareceu.


A Bola

Delmar Barreiros: «Devemos olhar para o lado e não apenas para o umbigo»

Delmar Barreiros é pároco das paróquias de Alfama e Castelo, em Lisboa. É adepto do Benfica, mas nutre também simpatia por Académica e Belenenses. Vive o desporto, adora futebol e, neste Natal, sonha com a igualdade entre Homens e o fim do egoísmo. E os desportistas podem ser fundamentais no alcançar destes valores.
No dia 26 de Setembro de 1937 nascia, em Trancoso, Delmar da Silva Gomes Barreiros. Foi ordenado padre em 1962. Foi pároco em Celorico da Beira, Sabugal, Mafra, Rio de Mouro, capelão na Marinha e agora guia os destinos das paróquias de Alfama e Castelo.
Praticamente no berço ouviu falar do Benfica. A família era benfiquista e as poucas notícias que chegavam a Trancoso eram relacionadas com o clube da Luz. Paixão acesa, intensa e, diz, eterna. Enquanto estudava, aproximou-se da Académica, quando trabalhou na Marinha piscou o olho ao Belenenses, mas é o Benfica que lhe faz palpitar o coração.
Não sofre, não chora, não rói as unhas, não se incomoda com as derrotas. As suas lamentações são outras. Aliás, em época natalícia agudizam-se as dores que o atormentam enquanto pároco, mas sobretudo como português atento e preocupado.
«A pobreza existe. Este é um sinal de guerra. Há uma luta entre ricos e pobres, sem sentido, é certo, mas existe. E quem é pobre parte com armas diferentes. Há que mudar as mentalidades. Os próprios desportistas, na maioria dos casos com boas condições de vida, devem dar um sinal claro de que as diferenças devem e podem ser anuladas. E devem actuar em conformidade», explicou o padre Delmar.
«Espero que as pessoas parem e reflictam sobre o que é realmente o Natal. Que o egoísmo, notório durante todo o ano, desapareça. Faz-nos falta olhar para o lado e não apenas para o nosso umbigo. Estamos sempre prontos para rasteirar os outros, mas nunca para dar a mão. E isto adapta-se totalmente ao desporto. Não devemos pensar eliminar quem nos rodeia, mas sim ajudar, porque, no fundo, lutamos todos pelos mesmos objectivos: por uma vida mais justa, sem egoísmo, solidária e verdadeira», justificou.
Desejou ainda um santo Natal a todos os portugueses, pediu tolerância, fraternidade, humildade e solidariedade. E fez um pedido, praticamente um desafio, aos que mais têm nesta quadra:

«Custa-me ver pessoas com tanto e outras com tão pouco. Sejam solidários e ajudem quem mais precisa. Estes são os valores necessários para um Natal mais bonito. O futebol, aglutinador de massas, pode também ser um veículo importante para passar esta mensagem. Partilhem o que recebem e serão certamente mais felizes.»

A Bola

Valdo: «Se voltasse atrás seria um jogador mais polémico»

Chegou ao Benfica em 1988 e, depois de sair para o PSG, em 1991, voltaria à Luz em 1995. Espalhou magia até 2004, altura em que, aos 40 anos, decidiu finalmente terminar a carreira. Em conversa com A BOLA, o médio, que reside em Portugal há muitos anos, recordou e partilhou momentos e histórias. O seu objectivo agora é treinar.

- Já passaram mais de 22 anos desde que chegou ao Benfica. Ainda se lembra dos pormenores da sua transferência para a Luz?
- Estava tudo a correr bem até o senhor Manuel Barbosa [n.d.r. empresário de Valdo] dar uma entrevista à televisão de Porto Alegre, a dizer que o Benfica tinha dinheiro. Já não me lembro bem dos valores, mas se era um milhão passou para dois [risos]. Deu grande confusão porque o Benfica não queria pagar e o presidente do Grémio dizia: Quem tem, paga! Mas tudo se revolveu.

- Que impressões teve ao chegar a Lisboa?
- Já tinha estado em Lisboa antes disso. Salvo erro foi a 19 de Dezembro de 1987, depois de um jogo amigável entre as selecções de Brasil e Alemanha, em Brasília. Estava de férias e o Manuel Barbosa, com aquela lábia, disse para eu vir cá só para conhecer o clube. Quando saí do aeroporto, caramba... Um montão de jornalistas! Tiraram-me fotos com a águia e tudo, imaginem quando voltei para Porto Alegre [risos]... Portant,o quando vim em definitivo, em 1988, foi tudo muito tranquilo porque conhecia o clube. Já não me assustei tanto com a imponência do velho Estádio da Luz.

- Quem eram os bem-dispostos e os mal-humorados da equipa?
- O Lima era muito engraçado, o Hernâni, o Silvino, o Pacheco e o Veloso também. O Mats [Magnusson] era, digamos, o mais emburrado, mais introvertido. O Thern, com aquele jeitinho dele, era muito engraçado e o Paneira também. O Schwarz era o mais sério de todos, um profissional extremo [risos].

- E o mais brincalhão?
- O Paneira, claramente, mas o mais engraçado acabava por ser o Lima, pela figura dele, com aquele topete enorme, a tocar violão [risos]. Recordo-me da estreia dele a titular, lá para a 12.ª jornada, depois do normal período de adaptação. Estávamos no túnel da antiga Luz e o presidente João Santos foi falar com ele. Vamos lá Lima, duas batatas hoje!, disse. O Lima voltou-se para ele e disse, apontando para o Magnusson: Fogo, então o seu avançado tem um golo em onze jornadas e eu que vou jogar pela primeira vez de início tenho de marcar dois?! O Lima tinha muitas tiradas assim [risos]...

- Teve alguma praxe no Benfica?
- No Benfica não, mas no Grémio tentaram. Eu era muito magrinho quando cheguei, pesava 43 ou 44 quilos, era só cabelo e dentes. Eles estavam sempre a dizer-me: É hoje, é hoje! Eu morria de medo mas não podia dar parte fraca, tinha de cantar de galo. Um dia avisei-os. Olhem uma coisa, eu sou da favela. Se me fizerem alguma coisa vão ver o que vos faço enquanto dormem, um a um! A verdade é que nunca me tocaram, ficaram com medo que eu fosse maluco [risos].
rui costa e o jeito malandro de jogar

- Quem era o líder no balneário?
- O Veloso foi sem dúvida um grande capitão, mas não havia uma só voz. Cada um tinha algo a dizer. O Ricardo Gomes, que dispensa apresentações, o Vítor Paneira... O Schwarz falava pouco mas também se expressava à sua maneira, dentro do campo, com aquele estilo aguerrido que não dava uma bola como perdida. E, claro, tenho de mencionar o Mozer, um dos grandes líderes do Benfica quando cheguei.

- O Rui Costa acabou por ser o seu sucessor.
- Sim. Já tinha feito talvez uns dois jogos com o Rui e o Paulo Sousa. Disse aos dirigentes: Vocês não precisam de ir buscar alguém para o meu lugar, têm o Rui Costa. Eles diziam-me que ele era novo, mas tentei fazê-los ver que quem sabe, sabe e há que começar por algum lado.

- O que via nele?
- O Rui tinha uma forma de jogar diferente, mais parecida com a do jogador brasileiro do que com a do europeu. Tinha aquele jeito malandro de jogar, de bater na bola, com disciplina mas um estilo mais vagabundo, a fugir ao protocolo. Como eu e como a maioria dos sul-americanos.

- Você e o Ricardo Gomes tiveram carreiras paralelas durante muitos anos, eram quase inseparáveis...
- Vou dizer-lhe uma coisa, no bom sentido: dormi mais vezes com o Ricardo do que com a minha mulher [risos]. Fomos colegas de quarto durante 12 anos! Bastava quase um olhar para comunicarmos. Naqueles jogos cruéis, em que sentíamos que as coisas estavam muito complicadas, eu dizia-lhe: Bacana, que jogo feio... E ele respondia-me: Nem me digas nada, hoje a coisa está horrível... Sempre tivemos grande cumplicidade. Eu, o Ricardo e o Mozer tratávamo-nos por bacana. Ainda hoje são grandes amigos, tal como o Lima.

- Lembra-se de alguma história engraçada com o Ricardo Gomes?
- Houve uma na minha segunda passagem pelo Benfica. O treinador era o capitão Mário Wilson e tínhamos jogo com o Sporting, em Alvalade. Um exercício do treino culminava com centros para a área e finalização, e num dos cruzamentos o Preud'homme socou a bola, ela passou por cima do Mário Wilson e apareceu o Ricardo Gomes, que rematou de primeira e acertou mesmo no cachaço do professor, que disse logo, com aquela voz característica. F... Quem fez este remate não joga domingo! Mas quando olhou para trás e viu o Ricardo Gomes mudou de ideias. Esse joga, esse joga! [risos].

- No actual Benfica, quem são Valdo, Mozer e Ricardo?
- [risos] É difícil comparar. O Benfica tem jogadores fantásticos. O Aimar é realmente diferente, tem magia e um toque refinado. Pessoalmente, gosto muito do Luisão, grande central, e vê-se que é um jogador que sente o Benfica a cem por cento. David Luiz também é bom jogador e o Fábio Coentrão é fantástico.

- Se pudesse, o que mudava na sua carreira?
- Talvez não devesse dizer isto, mas, sinceramente, se estivesse a começar tentaria ser mais polémico, pois hoje esse tipo de jogadores são mais mediáticos e têm mais importância. Digo isto, mas, devido à minha forma de ser, não sei se teria coragem. E atenção: não basta ser polémico, há que ter talento também e corresponder na arena. Da mesma forma, a imagem tem muito peso actualmente: um jogador com olhos verdes e cabelo loiro e espetado vende mais do que um negão feio de dentes tortos. O negão até pode jogar melhor mas só vende 50 camisolas, ao passo que o outro não joga tanto mas vende um milhão...

- E mágoas?
- Mágoa só tive uma, foi o facto de o Benfica não me ter deixado ir aos Jogos Olímpicos de Seul. Fiquei cá para disputar uma porcaria de um jogo com o Penafiel, com todo o respeito por esse clube. Ganhámos nove a zero. Era o capitão da selecção olímpica brasileira, que perdeu na final para a Rússia. Mas naquela época os clubes podiam proibir os jogadores de ir... Se me perguntar também se merecia estar mo Mundial 1994, respondo que sim, mas o Carlos Alberto Parreira assim não entendeu. E agora vou dizer-lhe uma coisa, a propósito da selecção: não queria estar na pele dos jogadores brasileiros em 2014 [risos]. Só há um resultado possível, a vitória [risos].

- Recorda-se bem da final da Taça dos Campeões Europeus, em 1990, perdida para o Milan?
- Naqueles jogos tudo se decide pelos detalhes. Eles tinham uma grande equipa... Nós também, mas eles... Jogámos de igual para igual, mas o Hernâni, que chamávamos de Mano, ouviu um apito da bancada, hesitou, parou e o Rijkaard furou e marcou.

- Perdeu ainda uma final da Taça de Portugal, frente ao Belenenses.
- Aquela derrota custou-me, até porque tinha pela frente o Baidek, e perder para o Baidek é brincadeira... [risos] Senti um pouco culpado pela derrota porque fui expulso por causa de uma discussão com o árbitro Alder Dante.

- A sua família não ficou triste.
- É verdade, quase toda a minha família sempre foi do Belenenses. A minha filha fugiu um bocadinho, é do Sporting, mas a minha esposa é do Belenenses a mil por cento. Praticou esgrima no clube e o avô dela foi um dos fundadores do clube. Sou o único a carregar a bandeira do Benfica [risos]. Mas a verdade é que também tenho um grande carinho pelo Belém.

- Nunca pensou em treinar o Belenenses?
- Foi se calhar a coisa em que mais pensei. E é um dos meus grandes objectivos. Mas vou fazer o caminho inverso: em Janeiro devo regressar ao Brasil. Devo ficar dois ou três anos, como treinador e gestor de uma equipa, o Serra Macaense, da II divisão carioca. Tenho confiança de que vou fazer um bom trabalho e o objectivo é plantar lá uma semente para colher aqui. Tenho o curso de treinador e já exerci no Brasil, em Balneário Camboriú e no União de Rondonópolis, em Mato Grosso.

- Que treinador o marcou mais?
- Tive vários, no Brasil e na Europa. O Toni, por exemplo, era incrível. Ainda hoje me pergunto como pode estar parado. Creio que acabou por ser prejudicado por aquela sua forma de ser apaixonada, aquele coração. Quando se segue a carreira de jogador ou treinador não se pode exteriorizar certas coisas, há simplesmente que ser profissional, e aquela imagem do Toni a chorar quando saiu do Benfica fragilizou-o muito. Mas é meu amigo pessoal, amo-o e, tecnicamente, foi dos grandes treinadores que tive. O Eriksson era um estratega, o Artur Jorge dava muita força mental aos jogadores, era fantástico nisso...

- Cumpria sempre à risca o que os treinadores lhe diziam?
- Às vezes fugia um pouco do guião, mas quando o fazemos convém que dê certo, senão estamos ferrados [risos]. Lembro-me de um jogo contra o Marítimo, aqui na Luz, em que estava a chover muito, e o periquito, alcunha que dei ao Eriksson, disse que todos tinham de jogar com pitons de alumínio. Mas eu nunca joguei de pitons de alumínio na minha carreira, nunca. Lá tive de entrar assim, mas parecia que estava de saltos altos [risos]. Fui à linha lateral e disse ao Luís, o roupeiro, para me trazer umas botas com pitons de borracha. Ele foi buscar e a partir daí comecei a jogar normalmente. No fim, o Eriksson só dizia: Porca miséria, nunca mais digo nada ao Valdo...

- Quem é o melhor treinador do Mundo?
- Mesmo que se queira dar outra resposta, é o José Mourinho. Os resultados e os números comprovam-no. É realmente diferente, muito mais próximo dos jogadores do que às vezes parece. E amo as respostas e as entrevistas dele [risos].

- E o melhor jogador do mundo?
- É o Messi. O Cristiano Ronaldo também é fantástico, é uma máquina muito bem trabalhada, mas o Messi é a essência do futebol, é puro.

- Que companheiros mais o impressionaram na sua carreira?
- Um foi sem dúvida o João Vieira Pinto, o Pintinho. Sempre tive curiosidade de jogar com ele, e um dos motivos porque voltei ao Benfica foi por causa dele. Era um jogador diferente dos outros, pequeno mas atrevido e muito inteligente, com notável visão de jogo. E o que mais me impressionava era o poder de elevação dele. Para mim, o João está entre os ilustres do futebol português, ao lado de nomes como Figo, Futre e o pequeno génio, o Chalana, que continua a ser o meu preferido. Aliás, quando eu vim para o Benfica na primeira vez, o Zico disse-me: Vais encontrar lá um tipo chamado Chalana. Joga muito, é brasileiro. Mas o João também era de outro planeta, uma entidade à parte dentro do Benfica. Adorava jogar com ele.

- Ofereceu Bruno Telles ao V. Guimarães e tem aconselhado outros jogadores ao futebol português.
- Sim. Já aconselhei muitos ao Benfica, mas nunca aconteceu encaixar algum. Mas não sou empresário e não tenho jogadores, apenas sou apaixonado por futebol, gosto de observar e aconselhar jogadores que dignifiquem o futebol brasileiro. Aqui em Portugal já aconselhei o Jonas, o Deivid, o Léo, o Gamarra, o Ibson ou o Paulo Almeida, que não deu certo. Também me engano, claro, mas acredito que a minha margem de erro é menor em relação a muitas outras pessoas.

- Como tem visto o Benfica desta época?
- Perdeu Ramires e Di María, duas peças importantes do esquema da época passada, mas não podemos agarrar-nos a isso porque senão quando o Eusébio parou o Benfica tinha fechado as portas. Não sei o que tem faltado, só sabe quem acompanha por dentro no dia-a-dia, mas o que vejo de diferente é a falta de alegria dos jogadores. Vejo uma equipa triste e sem aquela desenvoltura de jogo contagiante. Quem percebe um pouco de futebol vê e sente isso, mas o motivo não sei.

- Era um jogador elegante, que opinião tem sobre o Cardozo, cujo estilo gera tanta discussão?
- Quando os avançados fazem bons jogos e ajudam a equipa mas não marcam golos, acabam também por ser criticados. Eles só têm uma solução: marcar golos, sejam bonitos ou feios, com a canela ou de bico. E o Cardozo cumpre isto à risca, marca golos, independentemente de participar muito ou pouco no volume de jogo da equipa. Ele é tipo um atirador de elite e esses só são chamados quando é preciso, não andam aí na rua para cima e para baixo de arma na mão.


A Bola

Fiorentina tentou levar Javi Garcia

Javi García continua a despertar o interesse de vários clubes europeus - a Fiorentina procurou reforçar a equipa com o médio espanhol, mas recuou depois de tomar conhecimento de que o Benfica só deixa partir o médio espanhol por 25 milhões de euros.
No início da época, os encarnados foram informados, também, de algumas abordagens de clubes ingleses, mas fizeram igualmente questão de responder que o médio espanhol, de 23 anos, só partiria perante uma proposta irrecusável.
Contratado na última época ao Real Madrid, por sete milhões de euros, Javi García tem contrato com o Benfica até 2014 e uma cláusula de rescisão de 30 milhões. Considerado pelos encarnados um dos mais valiosos e influentes jogadores da equipa, Javi vai mesmo continuar na Luz.


A Bola

City dá 25 mihões por David Luiz

O Manchester City não está, afinal, na disposição de oferecer por David Luiz a mesma verba que apresentou no Verão: 32 milhões de euros. Os citizens consideram que um valor na ordem dos 25 milhões é mais do que justo e suficiente para assegurarem o central brasileiro, cuja cláusula de rescisão, recorde-se, está fixada nos 50 milhões.
Os responsáveis do clube inglês fazem questão de deixar claro que querem David Luiz mas que não vão entrar em loucuras, até porque têm perfeita consciência de que, neste momento, nenhum clube europeu vai oferecer mais do que isso pelo jogador.
Mesmo sendo titular na selecção brasileira, David Luiz baixou de rendimento no Benfica (à imagem da equipa), não chegou a acordo para renovar e tem sido alvo de muitas críticas, inclusive dos adeptos. Tudo factos que o desvalorizaram.


A Bola

Contrão no onze do "L' Équipe"

Fábio Coentrão integra o "onze" do ano para o jornal francês L'Équipe, um grupo dominado pelos futebolistas espanhóis e do Barcelona.
O tradicional e prestigiado "Onze do Ano" do jornal L'Équipe foi este sábado revelado, com Fábio Coentrão a ser o "convidado surpresa", pelo que "fez no Mundial'2011 da África do Sul" e "pelo contributo durante a época para o regresso do Benfica ao topo do futebol português".
O Barcelona domina a escolha dos melhores do L'Équipe, com cinco jogadores, quatro deles campeões do Mundo pela seleção espanhola.
O central Piqué, os médio Busquets, Xavi e Iniesta e o avançado argentino Lionel Messi são os jogadores do Barcelona. O guarda-redes Cassillas, do Real Madrid, é o outro espanhol do "onze do ano".
O campeão europeu Inter de Milão também está bem representado, com três jogadores. O central brasileiro Lúcio, o lateral direito brasileiro Maicon e o médio holandês Sneijder.

O alemão do Bayern Munique Schweinsteiger completa o "onze do ano" para o L'Équipe.



Onze de 2010 L'Équipe:

Guarda-redes: Casillas (Real Madrid);
Defesas: Maicon (Inter Milão), Piqué (Barcelona), Lúcio (Inter Milão) e Fábio Coentrão (Benfica);
Médios: Busquets, Xavi e Iniesta (Barcelona) e Schweinsteiger (Bayern Munique);
Avançados: Sneijder (Inter Milão) e Messi (Barcelona).

Record

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Desejo-vos um Santo e Feliz Natal!
Que recebam muitas prendinhas e que não se esqueçam de visitar o meu blog!
Feliz Natal,

Benficaas