sábado, 3 de dezembro de 2011

Taça é maldição de Jesus

E quando se esperava que Benfica e Sporting (os leões defrontam segunda-feira o Belenenses) se voltassem a encontrar na Taça de Portugal, depois do encontro da Liga na semana passada, eis que um fantástico Marítimo, de se lhe tirar o chapéu (literalmente, com dois golos soberbos), coloca um ponto final na invencibilidade dos encarnados, que durava há 23 jogos oficiais esta época, e evita o cenário provável.

O clube madeirense não vencia o Benfica na prova rainha do futebol nacional há dez anos, desde a edição de 2001/2002, quando na quinta eliminatória venceu por 2-1. Aliás, 2001/2002 foi mesmo a última época em que o Marítimo conseguiu vencer o Benfica nos Barreiros, porque depois de terem eliminado a águia na Taça, em Dezembro, meses depois, em Maio, acabaria por também vencer o Benfica na Liga, por 3-2.

A Taça de Portugal tem vindo a revelar-se uma verdadeira maldição para o treinador Jorge Jesus, que nas três épocas que leva ao comando da equipa encarnada nunca conseguiu vencer a prova (pelo Belenenses chegou à final, em 2006/2007 e perdeu por 0-1 com o Sporting). Logo ele que, assumidamente, atribui uma importância especial a esta competição, por razões sentimentais relacionadas com a família.

Na primeira temporada de águia ao peito, Jorge Jesus acabou por ser ver afastado aos pés do V. Guimarães, após derrota à quarta eliminatória por 0-1 e ainda por cima no Estádio da Luz. Na época passada, depois de uma confortável vitória no Dragão por 2-0, na primeira mão da meia-final, eis que o FC Porto de André Villas Boas venceu na Luz por 3-1 e deixou o treinador e os benfiquistas de cabelos em pé.

Agora, prematuramente, nos oitavos, num momento de forma sólido e confiante, o Marítimo vira o resultado de 0-1 para 2-1. Só pode ser maldição.

Matic aponta à conquista do campeonato

Nemanja Matic, aposta de Jorge Jesus para o onze que subiu ao relvado dos Barreiros, diz que o Benfica vai empenhar-se na conquista do campeonato.

«Controlámos a primeira parte mas concedemos dois golos na segunda. Tentámos voltar ao jogo e fazer um golo, mas não foi possível. Acabou a Taça», disse, resignado.

«Temos de levantar a cabeça e tentar vencer a Liga e o próximo jogo, com o Otelul», terminou Matic, aludindo à recepção à equipa romena, na próxima quarta-feira, na última jornada da fase de grupos da Champions.

Regressos aos golos sem sorrisos

Javier Saviola regressou aos golos dois meses depois da última vez que tinha celebrado, mas desta feita não teve muitos motivos para sorrir. O Benfica foi eliminada da Taça de Portugal e o argentino abandonou o terreno de jogo aos 70’, no mesmo minuto do segundo tento dos insulares, com cara de poucos amigos.

Mal olhou para a placa do 4.º árbitro e entendeu que o compatriota Pablo Aimar iria ocupar o seu lugar na formação encarnada, o avançado fechou o rosto e saiu imediatamente pela linha final, não se deslocando ao encontro do companheiro.

Tudo isto numa temporada onde as coisas não lhe têm corrido bem, tendo até sido aventada a possibilidade de abandonar o emblema da Luz na reabertura do mercado, em janeiro.

Salvio: "Passei um ano muito bom no Benfica"

Salvio ainda deixa saudades aos encarnados e o médio argentino parece não ter esquecido o tempo que passou na capital portuguesa. Em declarações ao site do Atlético Madrid, o extremo garantiu que a passagem pelo Benfica o enriqueceu enquanto jogador.

"Os primeiros seis meses foram complicados, porque as diferenças entre o futebol argentino e europeu são muito grandes. Ainda para mais quando venho jogar para uma equipa tão grande como o Atlético Madrid, onde há muita pressão", começou por dizer o argentino.

"Mas depois as coisas foram correndo bem e passei um ano muito bom no Benfica. Voltei ao Atlético para cumprir todas as metas que defini", garantiu, recordando depois o título alcançado em Portugal.

Salvio recordou ainda os dois títulos conquistados na Europa, não esquecedo o troféu alcançado em Portugal. "Ganhar a Liga Europa foi algo incrível, porque tinha sido campeão. É algo que não vou esquecer. Depois conquistei a Taça da Liga em Portugal, também muito bom e não esquecerei. Fico muito contente por ter conquistado estas duas provas em dois países diferente", admitiu.

Eduardo: "Estamos tristes"

A equipa do Sport Lisboa e Benfica acabou esta sexta-feira, dia 2 de Dezembro, eliminada da Taça de Portugal aos pés do Marítimo que venceu no estádio dos Barreiros por 2-1. No final, o guarda-redes Eduardo analisou a partida.

“Estamos tristes obviamente, porque perdemos um jogo numa competição importante e que era um dos objectivos da temporada”, começou por apontar.

O Marítimo apareceu mais forte da primeira para a segunda parte mas foi algo que não o surpreendeu. “Estávamos preparados para tudo. O golo do Roberto Sousa foi um grande tento e há que dá mérito ao adversário”, referiu.

Jorge Jesus: "Tivemos duas ou três oportunidades para marcar"

O Sport Lisboa e Benfica sofreu esta sexta-feira o primeiro desaire em jogos oficiais na presente temporada. Frente ao Marítimo os homens da Luz perderam por 2-1 e foram eliminados da Taça de Portugal. O treinador Jorge Jesus fez um rescaldo ao encontro no final.

“Foi um bom jogo. Na primeira parte comandámos o encontro e estivemos mais perto do golo, é verdade que não entrámos tão fortes na segunda parte e permitimos que o Marítimo estivesse mais espaço para organizar o seu futebol. Fizemos entrar jogadores para se fixarem junto à última linha do Marítimo, mas a equipa madeirense acabou por ser mais feliz”, disparou, não deixando de referir: “Tivemos duas ou três oportunidades para marcar e acabar com o jogo, mas não o fizemos.”

Já sobre o facto de a equipa por si comandada ter sofrido a primeira derrota na época, afirmou: “Nós queríamos continuar imbatíveis na temporada. Quando se perde existem sequelas, porque ninguém gosta de perder. O próximo jogo no campeonato é de novo frente ao Marítimo e já estamos sobre aviso.”

Jorge Jesus perdeu nos Barreiros a oportunidade de conquistar a Taça de Portugal, competição que nunca teve a oportunidade de festejar. “Desde que sou treinador de futebol que a quero conquistar, mas mais uma vez não vai ser possível. É um sentimento desportivo muito triste para mim e para o Benfica”, revelou.

Destaques individuais

Eduardo - Com duas grandes defesas aos 51 e 64 minutos evitou o pior e deu confiança aos seus companheiros para se dedicarem ao golo. Sem culpa nos tentos, esteve à altura do desafio.

Aimar - Entrou aos 69 minutos e desde logo se notou a diferença, com uma grande oportunidade aos 88 minutos, fez o Benfica jogar. Deixou na Madeira um pouco do reportório a que nos habituou.

Nolito - Sempre muito activo, criou problemas à defesa adversária. Na mais espectacular jogada individual do encontro, que acabou por dar o penálti que Saviola converteu e na segunda metade teve nos pés a oportunidade de empatar.

Nélson Oliveira - Entrou bem no jogo, aos 75 minutos, onde ainda fez alguns remates que puseram a defesa insular em sentido. Valeu a insatisfação face ao resultado que procurou alterar durante o tempo que esteve em campo.

Ricardo travou caminhada benfiquista na Taça

A equipa de futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica teve uma deslocação sempre complicada à Madeira para defrontar o Marítimo numa partida referente aos oitavos-de-final da Taça de Portugal. No estádio dos Barreiros, as “águias” foram derrotadas por 2-1 e acabaram eliminadas da prova.

O técnico Jorge Jesus tinha prometido, na antevisão à partida, que não iria fazer poupanças e a verdade é que iniciou o jogo com muitos dos habituais titulares. Face à equipa titular frente ao Sporting, entraram de início para este encontro Eduardo, Ruben Amorim, Matic, Nolito, Saviola e Rodrigo Moreno, e saíram Artur, Maxi Pereira, Javi García, Aimar, Bruno César e Cardozo.

Os “encarnados” começaram com sinal mais e logo aos sete minutos tiveram a primeira oportunidade de golo. Excelente trabalho de Rodrigo Moreno pela meia esquerda, o espanhol entrou na área e rematou cruzado, mas este saiu fraco devido ao futebolista “encarnado” ter escorregado. Os homens da Luz continuavam a controlar as incidências do jogo e à passagem do minuto 22, Saviola recebeu um passe milimétrico de Matic, ficou isolado e com possibilidade de marcar, mas de forma errada foi-lhe marcado fora-de-jogo. Primeiro erro da equipa de arbitragem em prejuízo da formação benfiquista.

Esta seria a ameaça para o que estava para vir. Três minutos depois, Nolito teve uma primorosa jogada individual, entrou na área e foi derrubado por João Guilherme. O árbitro Paulo Baptista assinalou grande penalidade que o argentino Saviola não desperdiçou, inaugurando o marcador nos Barreiros aos 26 minutos.

Daí até ao intervalo, o Benfica teve mais posse de bola e não permitiu veleidades à formação insular.

A etapa complementar iniciou da mesma forma como acabara a primeira metade, com os pupilos às ordens de Jorge Jesus a terem mais uma clamorosa oportunidade de novo por Rodrigo Moreno. O jovem dianteiro ganhou a bola dividida, arrancou para área, mas o seu remate saiu muito perto dos postes da baliza defendida por Ricardo.

À passagem do minuto 51, o Marítimo tem a sua primeira oportunidade da partida. Lance desenvolvido por Sami, colocou o esférico na área e Danilo permitiu uma intervenção do outro mundo a Eduardo. Oito minutos depois e contra a corrente do jogo, Roberto Sousa fez um remate “do meio da rua” e empatou o desafio a uma bola no “Caldeirão dos Barreiros”.

Os comandados de Pedro Martins voltaram a estar perto do golo aos 64´, por intermédio de Héldon, mas Eduardo voltou a opor-se com categoria. Aos 70 minutos, o Marítimo deu a volta ao marcador com um “chapéu” de Sami a Eduardo que tinha recebido o esférico de Roberto Sousa.

Os “encarnados” não sentiram o segundo tento madeirense e de seguida foram atrás do empate. Ruben Amorim centrou da direita e Rodrigo Moreno, de cabeça, tem tudo para marcar mas rematou ao lado (73´) e volvido um minuto foi Nolito quem teve no pé direito a oportunidade de empatar. Recebeu um passe de Aimar, mas o espanhol permitiu a defesa a Ricardo.

“El mago” veio mesmo mexer com o jogo “encarnado” e aos 88 minutos esteve muito perto de fazer o 2-2 mas o cabeceamento saiu ligeiramente ao lado da baliza “verde-rubra”; o Benfica esteve de novo perto do golo ao minuto 90´+2 através de Nélson Oliveira mas o seu disparo foi travado pelo guardião madeirense.

A turma da Luz volta a entrar em campo no próximo dia 7 de Dezembro frente ao Otelul Galati. O jogo será no estádio da Luz e está agendado para as 19h45.

O Sport Lisboa e Benfica apresentou o seguinte onze: Eduardo, Ruben Amorim (Maxi Pereira, 85´), Jardel, Garay, Emerson, Matic (Nélson Oliveira, 75´), Witsel, Gaitán, Nolito, Saviola (Pablo Aimar, 69´) e Rodrigo Moreno.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"Isto é uma equipa!"



Falta gente, mas é bom ver a equipa unida :D

Onze do Benfica:

Eduardo; Ruben Amorim, Jardel, Garay, Emerson; Matic, Witsel, Nolito, Gaitán, Saviola; Rodrigo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Foto: Witsel à lupa


Record

Witsel: "Javi não é racista!"

RECORD – Javi García foi acusado por Alan de ter proferido palavras racistas…

WITSEL – Isso não importa. Javi não é racista!

R – Conhecendo-o bem, pode pôr as mãos no fogo por Javi?

W – Claro!

R – Estava no relvado nessa altura, o que se passou em concreto? Em seu entender, por que o futebolista do Sp. Braga proferiu tal acusação?

W – A única garantia que posso dar é que Javi não é racista. Não sei porque disse tal coisa. Talvez estivesse enervado… Não sei o que se passou na sua cabeça.

«Dérbi na Taça? Primeiro temos de passar Marítimo»

R – Esta sexta-feira, voltam a jogar para a Taça de Portugal, diante do Marítimo…

W – Não será um jogo fácil para nós. O Marítimo é uma boa equipa. Temos de ganhar no estádio deles.

R – O que conhece do Marítimo?

W – Pouco. Ainda não vimos o vídeo do adversário, nem falámos deles.

R – Mas tem algumas ideias sobre o adversário? Recordo que venceu em Alvalade…

W – Pessoalmente, não. Mas ainda vamos conversar sobre o Marítimo. Sei que ganharam ao Sporting e isso mostra que têm uma boa equipa. Também tenho conhecimento que ainda não perderam em casa. Temos de estar atentos.

R – Se derrotarem o Marítimo, poderão reencontrar o Sporting, em Alvalade…

W – Primeiro, temos de passar o Marítimo. Depois, vamos querer ganhar o jogo seguinte, seja o com Sporting ou outro adversário. A motivação será a mesma, quer defrontemos o Sporting quer joguemos com outra equipa.

Foto de equipa


UEFA

Javi Garcia sonha ganhar tudo

Javi García deixou uma mensagem de optimismo a todos os admiradores que o seguem no Twitter. O médio espanhol, de 24 anos, autor do golo da vitória sobre o Sporting, sábado, no derby do Estádio da Luz, até brincou com o cabeceamento que valeu mais três pontos aos encarnados, na Liga.

«Outro golo? Ah, ah, ah. Não é o meu trabalho, mas quantos mais melhor», escreveu o murciano, ambicioso, numa altura em que o Benfica partilha a liderança da Liga com o FC Porto, já está qualificado para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e mantém-se em competição na Taça de Portugal e Taça de Liga, além de ser a única equipa que participa nas competições europeias que se mantém invicta em todas as provas: «Jogo a jogo é como consegues os títulos. É para ganhar tudo.»

Gaitán: "Quem vê o Benfica não desliga a TV"

O argentino fala sobre a forma da equipa, um desabafo sobre o 'derby' e o desejo forte de ser campeão.

- Como avalia o momento do Benfica?
- É muito bom. Mais do que pelas vitórias ou pelos bons resultados, o Benfica joga um bom futebol. Há jogos de grandes Ligas europeias que não conseguimos acabar de ver porque não se joga futebol. Quem estiver a ver um jogo nosso não desliga a televisão.

- A vitória no derby foi justa?
- Fizeram muitas faltas tácticas, quase não nos deixaram jogar. Jogámos muito tempo com 10 e com o desgaste da Champions.

- Qual a importância de estarem há 22 jogos sem perder?
- Não podemos fixar-nos nisso. Se perdermos com o Marítimo, para a Taça, ficamos já fora de uma competição. É bonito não ter derrotas, trabalha-se melhor, mas o importante é chegarmos o mais longe possível em todas as provas.

- O Benfica é a equipa portuguesa mais forte?
- Joga bom futebol e trata bem a bola. Se somos os mais fortes, veremos no final da época.


- Já se imaginou campeão?
- Quero muito ser campeão. Esperemos que as coisas saiam bem e possamos festejar no final.

Gaitán: "Renovava já com Aimar"

O camisola 20 do Benfica diz que «el mago» é uma referência e não tem dúvidas em dizer que Aimar tem de ficar no clube da Luz.

- Pablo Aimar é uma referência para si?
- Para mim e para muitos futebolistas argentinos. Até Messi já o disse. Eu tenho a sorte de jogar com ele, e também com Saviola. São dois jogadores muito importantes no futebol argentino e mundial, com os quais partilho o campo e o balneário. São dois grandes jogadores e duas grandes pessoas.

- Gostava de ser o sucessor de Aimar no Benfica?
- Eu quero é continuar a jogar com Aimar. Tem-se falado da renovação... Para mim tem de ficar.

- Renovava já com ele?
- Sem dúvida. Renovava já, antes que apareça outro clube [risos]. É um jogador muito importante para a equipa, dentro e fora do campo. É um exemplo para todos, sobretudo os jovens.

Gaitán: "Quero deixar marca no Benfica"

Em entrevista a A BOLA, O esquerdino de 23 anos rejeita comparações com Di María, desvaloriza o facto de ser muitas vezes substituído, elogia Jesus e mostra um admirável espírito autocrítico ao admitir que às vezes perde bolas infantis e que tem um estilo de jogo que irrita os adeptos. Promete melhorar mas também jura que não deixará de arriscar.

- Quando chegou ao Benfica, em 2010, afirmou que estava a concretizar um sonho. O que sente ano e meio depois?

- Mudaram muitas coisas. Em termos futebolísticos penso que melhorei muito. No Boca [Juniors] jogava a avançado e penso que não tinha tantas preocupações e obrigações tácticas como aqui. Jogava mais livre, à minha maneira, o treinador dava-me liberdade para correr por toda frente de ataque. Aqui tenho uma posição, uma função específica a cumprir, o que me obriga a trabalhar mais para a equipa, em termos tácticos, e a estar sempre muito concentrado.

- Percebe-se que não foi uma adaptação fácil.

- Sim, no início custou-me, mas com o tempo e os jogos comecei a sentir-me cada vez mais confortável.

- Aimar disse a A BOLA que só ao fim de três anos percebeu o tamanho e o impacto do Benfica.

- A verdade é que o Benfica não é um clube muito seguido na Argentina porque lá não passam os jogos da Liga portuguesa, embora recentemente as coisas tenham mudado um pouco devido à presença de muitos jogadores argentinos aqui no clube e também pela campanha que o clube fez na Liga Europa, na época passada, e com o que tem feito este ano na Champions. O Benfica surpreendeu-me, confesso, não tinha a noção exacta. É realmente um clube muito grande. Na última temporada, fiquei impressionado por termos sempre tantos adeptos em todo o lado, sobretudo nos jogos europeus. No Boca [Juniors] também é assim.

- A renovação, até 2016, foi a manifestação de que está no clube de corpo e alma?

- Sim, e deixou-me mais tranquilo também. Não comecei bem a época passada, mas depois da adaptação penso que consegui atingir um bom nível. Agora o difícil é mantê-lo e nunca sabemos o dia de amanhã, pode sempre aparecer uma lesão grave, estamos sujeitos a isso. Oxalá que nunca aconteça nada, que possa continuar a entrar no campo para me divertir, como sempre faço.

- Chegou com o rótulo de sucessor do Di María. Essa comparação incomoda-o?
- Não sou sucessor de ninguém nem venho substituir ninguém. Contrataram-me por algum motivo e vim para cá fazer o meu trabalho. O que Di María fez foi muito bom, a prova disso é que está no Real Madrid, mas não tenho o objectivo de ser mais ou menos do que alguém, apenas quero deixar a minha marca e ser reconhecido pelos adeptos. Para isso sei que tenho de ganhar títulos, o que não aconteceu até agora [n.d.r. venceu uma Taça da Liga]. Espero que seja este ano.

Águias não perdem há nove anos nos Barreiros

O Caldeirão dos Barreiros, como é conhecida a casa do Marítimo, é palco que gera emoções opostas para os benfiquistas. A equipa não perde ali há nove anos, uma vez que foi em Maio de 2002 a última derrota naquele estádio que entretanto tem sido alvo de uma profunda remodelação.

Desde esse jogo, a contar para a última jornada da época 2001/02, que os encarnados perderam por 2-3, a equipa venceu seis vezes (02/03, 05/06, 06/07, 08/09, 09/10, 10/11) e empatou três (03/04, 04/05, 07/08).

Nas últimas três visitas, os encarnados marcaram doze golos (!), graças às goleadas por 6-0 (08/09) e 5-0 (09/10) e a vitória, na época passada, por 1-0.

Este espaço temporal de nove anos surge em contraponto com um período de sete anos em que o Benfica não saiu do Funchal com a vitória: entre as épocas 1995/96 e 2001/02, o máximo que os lisboetas conseguiram foram dois empates (0-0 em 1999/00, 2-2 em 1995/96), contra cinco derrotas.

Numa análise global, as contas são favoráveis para o Benfica: em 31 jogos realizados nos Barreiros, para a Liga, contabiliza 13 vitórias, 12 empates e seis derrotas (no referido período de sete anos e em 78/79), com 49 golos marcados e 28 sofridos.

Outra prova, a mesma história
Amanhã será a terceira vez que os benfiquistas defrontam o Marítimo, na Madeira, para a Taça de Portugal. Na primeira visita, há 60 anos ( 1951), os encarnados venceram por 3-0, mas na segunda ocasião a história foi diferente: há 10 anos (19 Dezembro 2001), as águias, treinadas por Toni, perderam por 0-1.

Luisão deve falhar viagem à Madeira

É praticamente certo que o defesa brasileiro não estará disponível para Jorge Jesus para o jogo da próxima sexta-feira, diante do Marítimo, para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Luisão lesionou-se em Manchester, fez terça-feira uma semana, tendo depois disso falhado o encontro com o Sporting, disputado no passado sábado.

Apesar de não haver certezas absolutas, uma vez que Jorge Jesus só esta quinta-feira vai divulgar a lista de convocados para a viagem à Madeira, é praticamente certo que o defesa não estará ainda em condições de voltar à equipa.

Ponto assente mesmo é que o argentino Enzo Pérez, a recuperar de intervenção cirúrgica, e o paraguaio Oscar Cardozo, a cumprir castigo fruto da expulsão no jogo com o Sporting, não vão dar o contributo à equipa.

Ricardo Araújo Pereira: "Marítimo vai ser adversário complicado"

Humorista de profissão, benfiquista desde o berço, Ricardo Araújo Pereira foi o convidado da edição desta semana do programa "Relatório e Contras", transmitido em directo na Benfica TV. Araújo Pereira abordou a actualidade benfiquista, confessando: "Estou rendido à capacidade e maturidade que a equipa apresenta actualmente dentro de campo.”

Também por isso, o adepto "encarnado" contou ter presenciado nas bancadas aos dois últimos jogos do Benfica. Diante do Sporting viu, pelas suas palavras, uma vitória "justa". O humorista espantou-se mesmo com a análise feita por muitos dos comentadores e analistas ao dérbi. "É capaz de ser uma questão de expectativas. As pessoas estavam à espera de ver o Sporting fazer um jogo muito mau e como fez uma exibição razoável as pessoas ficaram deslumbradas. É inédito atirar duas bolas ao ferro e dizerem que fomos felizes. Enfim, já não me lembrava mas parece que há mil dias que não perdemos com o Sporting", apontou.

Dias antes do dérbi, Ricardo Araújo Pereira acompanhou a equipa na épica jornada de Old Trafford (empate a duas bolas com o Manchester United na 5.ª jornada do Grupo C da Liga dos Campeões e apuramento carimbado para os oitavos-de-final da prova) e revelou uma curiosa conversa bem reveladora do seu benfiquismo: "No final, um amigo meu perguntou-me se o jogo foi sofrido e eu disse que sim, porque o Manchester United tinha tido dificuldade em empatar connosco”, revelou, continuando: “Eles marcaram um golo ilegal e o Benfica não se deixou atemorizar. Acaba por vir a calhar porque temos muita prática em sofrer golos ilegais nas competições internas porque dá traquejo quando isso acontece nos jogos internacionais. Até certo ponto gostei desse golo marcado em fora-de-jogo porque acaba por ser refrescante, por uma vez, ver uma equipa de vermelho ser beneficiada", ironizou.

Estes e muitos outros assuntos da actualidade benfiquista foram analisados, sempre num registo bem-humorado, por Ricardo Araújo Pereira. Entre os temas focados, destaque ainda para o "optimismo" revelado pelo convidado numa "boa carreira na Taça de Portugal", começando já naquilo que diz esperar poder ser uma "importante vitória" no Estádio dos Barreiros, "embora pela frente esteja um adversário que todos sabem ser complicado".